Episódio II – Assistência Espiritual


Uma das características marcantes na Peirópolis de Langerton eram as manifestações espirituais através dos fenômenos de efeitos físicos, manifestações visuais, materializações de espíritos e as curas espirituais.

Muitas histórias iremos contar sobre estas potencialidades que o ambiente “magnético”, e a mediunidade do Sr. Langerton facultavam ocorrer.

Para não cansarmos a leitura com notas complementares, explicativas, sugerimos a leitura do Livro dos Médiuns (Allan Kardec), segunda parte cap. de 1 à 14, livro A Gênese (Allan Kardec) Cap. 14.


Espíritos se materializam para ajudar na construção do Centro Espírita Eurípedes Barsanulfo em Peirópolis.


Langerton acabava de receber a incumbência de fundar o Culto Cristão No Lar, sob orientação do médium Francisco Cândido Xavier/Emmanuel. Corria o ano de 1961 e obediente ele não pensou duas vezes, desenhou no chão da Vila Cantinho Espírita (Chácara de sua propriedade) o perímetro do Centro Espírita Eurípedes Barsanulfo e começou a cavar o que seria a fundação da instituição. Concluída a “escavação” feita sob o barro e só depois disso, percebeu que não sabia fazer mais nada, pois não conhecia técnicas em edificações (assentar tijolos, “receita” da argamassa, alinhamento das paredes) e o tempo ameaçando chover…

Uma tristeza invadiu o médium pela sua incapacidade de continuar, sentou no meio da obra e começou a chorar. Como iria concluir as orientações espirituais se não tinha condições de contratar um pedreiro? Foi quando em meio ao silêncio da natureza ouviu alguns passos que estacaram diante dele. Era um homem desconhecido, com uma fisionomia agradável mas muito decidida, que lhe disse:

Não temos tempo à perder, vim lhe ajudar.

Imediatamente as atividades recomeçaram e os trabalhos da fundação do prédio seguiram com a assistência do desconhecido o que continuou por seis meses.

Nos momentos críticos, de indecisão de como fazer ele surgia e orientava, as vezes pegava junto no trabalho mostrando como se fazia.

O mais curioso para o Langerton era que ele não descansava, não tinha fome e nem sede.

Concluída a obra, tal como ela ainda é nos dias atuais, o trabalhador desapareceu sem se despedir.

















Centro Espírita Eurípedes Barsanulfo – Peirópolis


O Professor Langerton, estava muito chateado porque queria agradecer a ajuda e não sabia onde ele morava nem onde encontrá-lo.

Passado um tempo, conversando com Chico Xavier sobre o assunto que lhe incomodava muito, escutou dele para que não se preocupasse com isso, porque o homem não iria aparecer mesmo e sorriu…

Langerton entendeu o que foi confirmado depois pelo médium, que o ajudante era um espirito que se materializava para ajudá-lo na obra. Por isso ele sempre dizia toda vez que o assunto “reforma do Centro Espírita” surgia:

- Ninguém toca em um tijolo deste centro, pois eles foram assentados pelos espíritos.


Um Fato em Jacupiranga/SP


Se alguém achar esta história muito fantasiosa vamos falar de uma experiência que vivenciamos na construção do Centro Espírita Eurípedes Barsanulfo aqui em Jacupiranga.

Estávamos em plena construção do Centro Espírita Eurípedes Barsanulfo em Jacupiranga (SP) no ano de 2007 e nos deparamos com uma fiscalização “voluntária” e extra-oficial de pessoas que queriam opinar na construção. Essas visitas que já desgastavam o nosso pedreiro chegavam ao limite.

Quando estávamos no ponto de por a laje os “fiscais” voltaram perguntando pelo tal mestre de Obras. No final da tarde o pedreiro me esperou para uma conversa:

- Sr. Geraldo os home vieram aqui de novo, essa obra vai parar se não fizermos nada.. Respondi:

- Eles (os espíritos) nos deram um prazo de sete meses para concluir, vamos em frente. O Mestre da obra vai cuidar de tudo! No dia seguinte ao chegar à construção o pedreiro foi dizendo que o “Mestre de obras” tinha passado à tarde. Perguntei como foi isso e ele respondeu:

- Tava carregando uns tijolos quando “apareceu” um homem bem vestido olhando a construção.. perguntei o que ele queria, no que me respondeu que era o Mestre de Obras e veio avaliar o andamento da construção.. Senti um frio correr a espinha… ele andou por tudo e veio até mim dizendo que eu podia continuar que estava tudo como o planejado.. e como chegou, desapareceu sem dar notícias.

Sorri feliz pela visita inesperada, já sabendo que os verdadeiros autores do projeto acabavam de aprová-lo!

Dali para frente tudo foi concluído em paz e sem interferências!!






























Centro Espírita Eurípedes Barsanulfo – Jacupiranga/SP – Julho de 2007



Geraldo Nunes




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